Muita persona termina como um pôster: foto, idade, um hobby. O time olha uma vez e volta a decidir pelo que acha. Uma persona só é útil quando ajuda a responder uma pergunta de produto.
Cerca de 150 entrevistas e dados de uso
Na Gameram, construí personas comportamentais a partir de cerca de 150 entrevistas. Mapeei atributos, tarefas, jornadas e as motivações por trás delas, e cruzei tudo com dados de uso do produto.
As personas partem do que as pessoas fazem e por quê, não de quem elas são.
O cruzamento com os dados é o que dá peso à persona. A entrevista mostra o motivo. O dado de uso mostra quantas pessoas se comportam daquele jeito.
Validadas por survey
Na Turno, um estudo de métodos mistos combinou entrevistas e personas validadas por survey. Ele encontrou um tempo médio de onboarding de 25 dias, e o achado levou a melhorias nos tutoriais.
Validar com survey leva a persona de algumas conversas para o tamanho real da base. É o que permite ao time decidir por onde começar.
O que eu levo disso
- Começar pelo comportamento. Tarefas, jornadas e motivações dizem mais que dados demográficos.
- Cruzar com dados. Uma persona sem número é uma boa história. Com número, vira critério de prioridade.
- Usar a persona para decidir. Se ela não muda nenhuma decisão, é decoração.
Uma boa persona não descreve quem a pessoa é. Descreve o que ela está tentando fazer.
Alguns detalhes foram omitidos por confidencialidade.